
Viver a espiritualidade no tempo presente é um desafio da contemporaneidade, pois já se fez estabelecido no meio do povo cristão, que a aflição citada no livro de João capitulo 16 versículo 33, será sempre presente, restando apenas aguardar a vida futura para alivio das mazelas humanas.
Por pensar assim, os cristãos tem se distanciado ate mesmo do convívio social, classificando as pessoas não como carentes da gloria de Deus, mas como “já pertencentes ao mundo das trevas”, deixando muitas vezes de praticar o mandamento essencial da Palavra de Deus que segundo Jesus em Mateus 22:39 é o amor ao próximo, que leva o cristão a viver a espiritualidade Bíblica em sua essência.
A desrracionalização da Bíblia pelos cristãos tem feito com que erros grotescos hermenêuticos venham se acumulando por gerações eclesiásticas, e com esses erros vem a manipulação da fé, da credulidade dos simples, da discriminação religiosa, da repelência ao diferente, da detenção da “verdade absoluta”, e acima de tudo isso, dogmatizam o cristianismo nos corredores dos templos de mármores, com conceitos humanos que nada tem haver com a essência das boas novas anunciadas pelo Messias.
Não devemos nos esquecer que foram os chicotes da religiosidade que açoitaram o Filho de Deus, também foi de mãos limpas que a democracia condenou o Cristo, e que por míseras moedas, o desejo ambicioso capitalista o vendeu, atos estes não muito esporádicos nos dias de hoje e nas indulgencias nossas de cada dia.
A porção de Cristo em nós, “O Espírito Santo”, já nos torna seres espirituais, a Fe que ora opera em nós, é atributo latente do ser humano, portanto as obras que devemos praticar são os frutos dessa espiritualidade, que começa aqui frutificar para colhermos em tempo oportuno.
“Rogo-vos, pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis os vossos corpos em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional”.
Joíra F. e Israel Ferssant




