terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

ESPIRITUALIDADE E BIBLIA

Viver a espiritualidade no tempo presente é um desafio da contemporaneidade, pois já se fez estabelecido no meio do povo cristão, que a aflição citada no livro de João capitulo 16 versículo 33, será sempre presente, restando apenas aguardar a vida futura para alivio das mazelas humanas.

Por pensar assim, os cristãos tem se distanciado ate mesmo do convívio social, classificando as pessoas não como carentes da gloria de Deus, mas como “já pertencentes ao mundo das trevas”, deixando muitas vezes de praticar o mandamento essencial da Palavra de Deus que segundo Jesus em Mateus 22:39 é o amor ao próximo, que leva o cristão a viver a espiritualidade Bíblica em sua essência.

A desrracionalização da Bíblia pelos cristãos tem feito com que erros grotescos hermenêuticos venham se acumulando por gerações eclesiásticas, e com esses erros vem a manipulação da fé, da credulidade dos simples, da discriminação religiosa, da repelência ao diferente, da detenção da “verdade absoluta”, e acima de tudo isso, dogmatizam o cristianismo nos corredores dos templos de mármores, com conceitos humanos que nada tem haver com a essência das boas novas anunciadas pelo Messias.

Não devemos nos esquecer que foram os chicotes da religiosidade que açoitaram o Filho de Deus, também foi de mãos limpas que a democracia condenou o Cristo, e que por míseras moedas, o desejo ambicioso capitalista o vendeu, atos estes não muito esporádicos nos dias de hoje e nas indulgencias nossas de cada dia.

A porção de Cristo em nós, “O Espírito Santo”, já nos torna seres espirituais, a Fe que ora opera em nós, é atributo latente do ser humano, portanto as obras que devemos praticar são os frutos dessa espiritualidade, que começa aqui frutificar para colhermos em tempo oportuno.

“Rogo-vos, pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis os vossos corpos em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional”.

Romanos 12:1


Joíra F. e Israel Ferssant

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

PASTORAL URBANA


A populaçao brasileira têm vivido nas últimas decadas, um verdadeiro êxodo rural, hoje a população que mora nas cidades chega a 85%, logo, podemos dizer que vivemos numa sociedade urbanizada.

A igreja convive com essa realidade e sendo, parte integrante da mesma precisa se encontrar nesse espaço, entendê-lo e provocar açoes que possam atender de forma eficaz, as necessidades das pessoas que vivem nesse espaço urbano. É preciso que a igreja se desperte na açao pastoral, sendo esta toda açao da igreja no espaço onde se encontra, para vencer os desafios que peculiares dessa sociedade moderna.Nessa proposta de açao pastoral, se faz míster que a igreja tenha açoes sistematizadas para sustentabilizar as demandas desse novo momento da sociedade, para tanto, é preciso que a igreja conheça esses desafios dessa nova época que ora se forma, com um cristianismo prático, numa açao restauradora de Deus, para a promoçao e construçao da paz dessa sociedade.

Nas escrituras sagradas, no livro de Jeremias capítulo 29, versículo 7 podemos encontrar a carta que o profeta envia da parte do Senhor aos cativos da Babilonia, um versículo surpreendente sobre a açao pastoral pacificadora, diz assim: “Procurai a paz da cidade para onde vos desterrei e orai por ela ao Senhor, porque na sua paz vós tereis paz”; podemos ver claramente nessa

passagem bíblica, um chamado, ou uma convocaçao advinda do próprio Deus para uma açao pastoral da igreja, na cidade onde a mesma está inserida, e esta convocaçao é para buscar, estabelecer, advertir, cuidar, zelar, “procurar” a paz da cidade, essa é a finalidade pastoral de uma igreja militante, plantada pelo Senhor na sociedade para tranformá-la, salgá-la, ser luzeiro para esta geraçao que está na expectativa da revelaçao dos filhos de Deus.

Para buscar a construçao da paz na sociedade, é preciso que a igreja enfrente os desafios da vida comunitaria dessa sociedade contemporânea, e estes desafios se apresentam multiformes, como desigualdade social, violencia urbana, corrupçao política, solidao, doneças da alma, culto ao poder, hedonismo, apelos midiáticos, plurtalidades e outros males e demandas da presente era urbanizada.

Estes desafios requer da igreja uma mudança estrutural na sua forma de trabalho e engajamento no social, requer um planejamento pastoral, tao bem citado por Van Haiggan: “ a igreja tem que ter uma demanda colaborativa que ofereça açoes para atender estas demandas”.

Nessa nova perspectiva, é preciso que a igreja conheça a realidade presente, aproxime-se dela, escute-a, partilhe experiências, examine esta realidade, para que assim possa fazer uma nova leitura e com este embasamento, dentro da Palavra do Senhor, busque novas açoes.

Com a pastoral urbana, a igreja do Senhor na sociedade, tem como alvo a evangelizaçao da cidade, com uim comprometimento comunitário, tendo a sociedade como lugar de açao de Deus, estando na terra com perspectiva do reino de Deus que se inicia aqui.

A pastoral, ou açao da igreja tem que agir de uma maneira kerigmática, com anuncio e denúncia profética. Precisa-se fazer de cada açao pastoral, um anuncio do Reino de Deus, crendo que o evangelho produz transformaçoes, uma vez que transforma os seres sociais inseridos na Polis.

Joíra Freitas